quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Banco Central reduz Selic com corte de 0,50 ponto percentual, fixando a taxa em 13,25% ao ano

Banco Central reduz Selic com corte de 0,50 ponto percentual, fixando a taxa em 13,25% ao ano


A decisão foi tomada na quinta reunião de 2023 do Comitê de Política Monetária (Copom) e contou com um voto de diferença. Anteriormente, a taxa de juros havia sido elevada por 12 vezes consecutivas, chegando a 13,75% em agosto de 2022, e mantida desde então.


A redução da Selic foi impulsionada pelo cenário de desaceleração econômica no país e pela queda da inflação subjacente, que, apesar disso, ainda se mantém acima da meta estabelecida. O Copom enfatiza a necessidade de perseverar com uma política monetária contracionista até que haja consolidação da desinflação e ancoragem das expectativas em torno das metas.


Os investidores agora aguardam o comunicado oficial do Banco Central para avaliar as projeções para a taxa de juros ao longo do ano. As instituições financeiras consultadas esperavam uma redução menor, de 0,25 ponto percentual, mas com o corte surpreendente, as previsões devem ser revisadas.


O BC reforça a importância de serenidade e moderação na condução da política monetária e sinaliza a possibilidade de novas reduções na Selic nas próximas reuniões, desde que se mantenham as condições esperadas de desinflação. O objetivo é promover uma política monetária contracionista que contribua para a reancoragem das expectativas e a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante.


quarta-feira, 2 de agosto de 2023

O Banco Central está prestes a cortar a taxa Selic hoje?

O Banco Central está prestes a cortar a taxa Selic hoje?


O Comitê de Política Monetária (Copom) está prestes a iniciar um ciclo de corte de juros, encerrando o período de aperto monetário que começou em março de 2021. No entanto, existem divergências entre analistas sobre a velocidade desse ajuste. Enquanto economistas de grandes bancos e corretoras preveem um corte moderado de 25 pontos-base, colocando a taxa Selic em 13,50%, gestores e operadores do mercado esperam uma redução maior, de 0,50 ponto percentual, para 13,25%.


Essas projeções foram intensificadas após a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de manter a meta de inflação em 3% para 2024 e 2025, com extensão para 2026. Além disso, os índices de inflação de junho e julho mostraram deflação, e o Banco Central do Chile surpreendeu o mercado ao cortar sua taxa em 1 ponto percentual.


Analistas apontam que a decisão do Copom dependerá de quais variáveis recentes serão levadas em conta e de quais leituras de tendências estão sendo feitas. Alguns acreditam que pode haver votos por manutenção da taxa, enquanto outros defenderão um corte de 0,50%. A Warren Investimentos acredita que um corte inicial de -0,25 ponto percentual seria mais coerente com o discurso anterior do Comitê. O Bank of America reforça sua estimativa de corte de 0,50 ponto, citando diversos fatores econômicos favoráveis.


A incerteza é maior devido à divergência no Comitê em relação aos próximos passos. A utilização de um corte de 0,50 ponto na largada pode gerar preocupações sobre uma política monetária mais leniente, podendo afetar o processo de reancoragem das expectativas e levar a uma queda mais forte do juro real de um ano. Portanto, o Copom enfrenta o desafio de equilibrar o balanço de riscos e as preferências dos diretores para determinar a intensidade do corte de juros.